sexta-feira, 18 de junho de 2010

Assim eu a chamava, "a minha árvore", linda, alta, forte, imponente. Estava lá desde o dia em que muda mos para aquele apartamento, bem em frente à janela do meu quarto, no sexto andar. Durante o dia eu a olhava banhada pelo brilho do sol. E, também, à tarde, quando chegava a hora de ele se pôr, deixando o céu todo tingido de cor-de-rosa alaranjado, como se já es tivesse com saudades. Lá permanecia ela, imóvel com suas profundas raízes que eu só podia imaginar e que me faziam crer que jamais me deixaria.Nas noites de lua cheia e céu estrelado, eu gostava de ficar horas sentada apreciando o contorno dos seus mil galhos em forma de uma mão gigante e aberta. Parecia até que ela estava ali para amparar e proteger minha janela e quem mais estivesse lá dentro de casa. Minha árvore — que, na verdade, nunca foi minha, porque as árvores não têm donos — ficava no terreno ao lado do meu prédio. Um lugar abandonado, cheio de mato, plantas e outras árvores menores. Era a minha minifloresta, deixando minha pequena londres longe do mundo de poluições obscuras

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A Caprichosa

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Esteticista| Cristã| Mãe do Luck. Cantinho reservado para as mulheres que amam vaidade e um pouquinho de cada assunto.

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@barbarapiracelli

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