terça-feira, 8 de março de 2011



E se quando abríssemos os olhos pela manhã pudéssemos ver pessoas, e mesmo diante de tantas delas uma fizestes falta ao coração.
Lembro-me de uma paisagem, lembranças de um fim de tarde aveludado.  Que ao toque da brisa faziam com seu cabelo dançasse e seu sorriso se expandisse.
Seus pés caminhavam rapidamente, sua voz pairava pelo ar, como a nota mais aguda de um piano. Ao toque de uma pessoa que você falava em amar eu via seus olhos brilhar. Alguém que jamais deixou de segurar suas mãos no ultimo suspiro.
Eu ali sentada sobre a ponte de um lago calmo e tranqüilo te analisava. Se quer pensando na partida, sonhava em apenas te amar.
O quanto uma pessoa pode amar outra, eu me pergunto. Até quando conseguimos agüentar um sentimento enlouquecedor?
Volto-me para a realidade, a terra dos pensamentos. Vivo meu dia cotidiano, calmo, feliz, mas vazio. Faço dos meus sorrisos uma válvula para a tristeza ir embora. Pensando com Deus as lágrimas evaporam.
E voltando a fechar os olhos, as imagens em um sonham retornam. Você me dizia estar bem, feliz, aliviada.
O que diríamos uma para outra se pudéssemos nos ver novamente? O que eu sentiria? Como seria?
Queria eu, poder cavar com minhas próprias mãos a dor, a revolta, a partida. Queria eu poder mudar a vida.
Enquanto ajoelhada lembrava-me de você. Meu peito se aliviava e teu amor me preenchia, chegando a transbordar.
E assim, para com todos em que em seu nome eu vier a tocar, a vida te trago de novo.

Em Homenagem a Lucimara Piracelli. 

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A Caprichosa

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Esteticista| Cristã| Mãe do Luck. Cantinho reservado para as mulheres que amam vaidade e um pouquinho de cada assunto.

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